31 de julho de 2012

Porque hoje é terça-feira

BALADA DO ROCHEDO DE HEFESTIÃO
Em Berenice, não em qualquer literatice,
Conta Poe do contado por Ptolomeu Hefestião:
Havia em meio do mar um rochedo
Que nenhum elemento debelava,
Alto, desconhecia o medo
E só à brancura da flor se curvava.
Mas porque os campos do Hades eram cobertos desse asfódelo,
Lírios como cristais de gelo,
Mas porque o álcool dele destilado
Conferia ao juízo o valor de um decapitado,
Mas porque crescia da mais apodrecida matéria
noutro jardim, o dos ossos, no cemitério,
Deram-no, triste sorte,
Por metáfora de morte.
Só Victor Hugo resgatou da escuridão das ervas o aroma de frescura jasminada:
O eterno verão crescido na sombra da noite estrelada,
A linhagem de David e do Cristo em Rute e Boaz desenhada.
Não é essa esguia figura plural, mórbida em pétalas de estilo
Onde se encerra a pureza do bem, o lodo do mal, isto e aquilo,
Que faz tremer o rochedo de Ptolomeu Hefestião,
É o poder calado, num sorriso fechado na palma da mão.
Igual, só a rosa que Bela pede ao pai, uma só rosa, encarnada
Em meio da neve de inverno, como se fora quase nada.
Uma rosa contra natura arranca ao olhar a feiura que afinal a Besta não tem.
Curva-se a Bela, curva-se a Besta e o treme o rochedo de Hefestião:
O amor, lírio ou rosa, é o segredo na alquimia do coração.

Bonjour Mundo!

lailailai lailailailai lailai
dime el amor dime el cielo
dis moi la vie et comment vont les gens
dime el sol dime el verano
lailai
dis moi le jour et les départs
las cosas que valen esperar
dis moi la joie dis moi l´espoir
mais ne dis jamais au revoir
dans ce tourbillon qui m´entraîne
serre-moi fort si tu m´aimes
lailailai


Bónus de Bonjour: se conseguir não dançar isto, nem cantar isto, nem dançar, cantar e sorrir isto toda e inteira, encomende a rica alminha que o corpicho já não tem salvação: jusqu´`a quelle heure ont peut être innocent? Que este rio dime a donde va. Bonjour Mundo!, serre-moi fort si tu m´aimes.

30 de julho de 2012

A de AGRIPINA


AGRIPINA

Agripina, bisneta do grande César Augusto, sobrinha bisneta de Tibério, neta de Lívia, filha de Agripina, irmã de Calígula, mãe de Nero, e ao fim, mulher do seu próprio tio, o irmão do seu pai, o amado general Germano, mulher, dizia, do imperador Cláudio. Agripina e tantos nomes para chegar a um só e mesmo lugar: ao poder. De facto, sim, mas é pouco, há mais. Dizer chegar ao poder é uma adequação, um modo ajustado de não dizer inaceitáveis verdades extemporâneas, sem mentir.

Por isso. Agripina, bisneta do grande César Augusto, sobrinha bisneta de Tibério, neta de Lívia, filha de Agripina, irmã de Calígula, mãe de Nero, e ao fim, mulher do seu próprio tio, o irmão do seu pai, o amado general Germano, mulher, dizia, do imperador Cláudio: tantos nomes para realizar um só destino.

Sim, estes são os Bórgia. Estes são sempre os mesmos. Se outros, de facto, ou não, nunca saberei, noutros dias do mundo, sim, pelo menos, cronologicamente, parece que sim. E nem sei bem, a esta distância, se indivíduo é coisa que exista no sentido de fado, ou quantos são necessários para que um seja, um faça – bem, à partida, pelo menos três: pai, mãe e filho, retire-se qualquer uma destas unidades, e impossibilita-se as outras duas.

No ano 59, Nero era o imperador e Roma era grande. Até então, e sustentado por dois pilares, Séneca, filósofo agudo, e Burrus, dono da disciplina militar, e contido pelo pulso de sua mãe, governara bem por ausência de participação no governo, apenas deleite no usufruto das extremadas regalias de quem o representava. Do barroco à decadência chega-se por um sopro de ar quente demais. Pode nunca acontecer. Porém, está lá, está inscrito na matriz, linha gradativa com um ponto de não retorno, como todas, como a da própria loucura, navegação sem homem de leme pelo dessentido.

Tudo estava prestes a mudar, mudaria já já, antes que o ano 60 entrasse - estava a mudar em cada passo que Nero pisava em direcção a sua mãe.

Que calor. Ninguém diria que eram os últimos dias de Março. Não teria sido melhor no salão, o que agora atravessava, aberto ao ar do fim da tarde? A passarada cantava a última luz nas árvores do jardim e logo cairia o silêncio, depois a noite e amanhã, o novo dia. O novo Nero. Que calor. De facto, teria sido melhor. Tinha que pensar em tudo, ele. Não, não iria internar-se nos quartos mais adentro. Que a trouxessem ali. É que tinha de pensar em tudo.

Veio Agripina. Estava drogada e sorria. Quem mandara que a drogassem? Haverá alguma amantíssima mãe que repudie a visão da própria maternidade? Seria esse o presente de despedida que lhe ofereceria, e a si mesmo, a contemplação do mais sagrado dos lugares, o berço de um deus. E ela drogada. Que maçada. Um só gesto de cabeça: assentiu. De lâmina na mão, Plínio, o físico, nada.
- Abre!

Uma linha vertical num golpe fundo. Agripina, sua mãe, seu berço, agonizava de entranhas expostas no estupor de um sonho: uma enorme cabra dourada pateava a sua casa de juventude no monte Palatino e comia-lhe as pedras que se soltavam. A cabeça descomunal da cabra aproximava-se agora do seu rosto. Cheirava a sangue. Mastigava.
- Tem a pupila toda dilatada! Nem me reconhece. Que droga lhe deste?
- Nenhuma. Há-de ter sido misturada na refeição por algum dos fiéis que tem.

Depois do matricídio, assassinato fundante, todos se seguiram sem culpa nem horror, e até com um sentido prático, mesmo comunitário - ele gostava de pensar que sim -, não apenas exemplar e dissuasor, também prático: não estavam as perigosas ruas escuras, escusas, da cidade, sujas, esplendidamente iluminadas por cristãs tochas humanas? Até cheiravam a porco assado, o que disfarçava os odores de lixo e enganava a fome. Ainda que Nero gritasse se o picassem qual cavalo, não se incomodava de picar um cavalo. Gostava, e não era porque o cavalo o picasse, nenhuma lei de Talião. Era porque sim, até porque a dor dele não era uma porta aberta para a compreensão da dor dos outros. Gostava porque sim. Infligi-la quando lhe apetecesse, dava-lhe prazer, e mais prazer o constante temor em seu redor. Não era esta superioridade intangível ao entendimento a matéria dos deuses, não era este o humor dos deuses, volúvel, despótico? Disto, e de tanto além disto, deu conta por escrito Tácito - quem escreve sabe: o que contamos não é uma evocação da história nem do tempo, nem são histórias, é a conjugação do verbo ser: somos. Toda a memória é, pode ser, a qualquer instante, futuro. Como toda a imaginação é, pode ser, a qualquer instante, realidade. Não há fronteira entre o eu e o tu mais intransponível do que a pele que nos veste, e esta é porosa.

Foi então que Agripina o chamou pelo nome mais doce:
- filho.
- Mãe, ó mãe, vês o que fizeste? Decidiste a tua morte. Traíste-me.
- Nenhuma mãe trai um filho. Uma mulher pode trair um amante, um marido, pode-se trair o imperador, não um filho.
- Tu traíste-me.
- Não sabes nada. Não te ensinei nada? Eu dormi com o meu irmão e as minhas irmãs, e ele manteve-me no seu favor. Eu tive os direitos e privilégios concedidos apenas às vestais, a maior liberdade de uma mulher. E o meu nome constava das saudações oficiais ao imperador. O meu rosto foi cunhado em moeda. Nunca tal antes de mim. Não houve cabeça que não baixasse à minha passagem. Corre em mim o sangue de Lívia: os obstáculos são o único espelho onde podemos ver a medida exacta da nossa força. Quando a minha irmã Drusila morreu, o nosso irmão enlouqueceu de desgosto e exilou-me, a mim e a tua tia, para não mais se lembrar do perfeito amor que, para ele, éramos nós os quatro. E nem o exílio me impediu de voltar, de casar com a fortuna de Gaio e de fazer de ti e de mim os herdeiro dele, nem isso foi motivo para não me fazer viúva e melhor casar com Cláudio, o imperador, teu tio avô. Eu fui imperatriz. Declarada Augusta em vida de Cláudio. A terra onde nasci traz o meu nome e isto nunca, por mulher alguma, isto jamais aconteceu com outra. Tornaste-te Nero no dia em que Cláudio te adoptou. Quem eras tu antes dele? Quem? Domício, filho de Domício. Ninguém. Custaste-me caro em influências, acusações, em vidas. Não o lamento, mas quem eras tu se não te tenho dado esta filiação? E nem ela me impediu de envenenar Cláudio para te reservar o trono quando ele, de repente, influenciável, sempre, a vida toda, voltou a querê-lo para o próprio filho, o filho de Messalina - de Messalina, que me deu um público estalo na cara… depois de tudo, o meu tio queria o trono para Britânico. Patético.
- Tu traíste-me.
- Não te traí. Fiz-te. Iniciei-te, e amei-te melhor do que qualquer mãe. Mas durante quanto tempo mais poderias continuar a frequentar a minha cama debaixo dos olhares de Roma quando nome de Calígula, o teu tio, meu irmão, ainda é cuspido por incesto? Essa gente não nos percebe: há que atirar-lhes uma côdea de pão: enquanto os estômagos estão cheios, não há sublevações; e há que fazer que se ouve para que se sintam importantes. Há que parecer respeitar os costumes, mesmo aparentar ceder nas pequenas coisas. E tu acusas Séneca, o teu mestre, e Burrus?! O tecto do meu quarto desabou. O navio onde viajava, naufragou, e foste tu: a minha mais leal serva passou-se por mim e morreu às mãos do teu mandante, afogada ao largo de Nápoles. Que me matassem. A mim! Não sabes nada, não te ensinei nada. És filho do teu pai, és um fraco.
- Mas mãe, olha para ti agora: aprendi tudo.

Nero dissecando sua mãe, da edição de Jean Sans Peur  de De Casibus virorum illustrarium, por Giovanni Boccaccio - British Library


Letra A, de um inteiro alfabeto feminino todo dedicado a Agustina Bessa-Luís, escritora maior.

Porque hoje é segunda-feira

OS FEIXES DE TAGORE
Tu disseste
vieste por dentro da chuva
Era Maio
Olha agora a chuva que cai
não estou no teu olhar
e a face límpida das gotas de água
escurece nas pedras do passeio

Bonjour Mundo!

lailailai
from now and then 
there will be the good and the best
oh when your eyes and mine
can see same
our love could last
lailailailailai
you and your sweet smile
your sweet smile
lailailai

xv - Ces petits riens

ii - C´est quoi la vie? Não sei. Penso que talvez seja tempo. Tempo medido e tempo sem medida, fuga para a eternidade: coisas da paixão que estouram relógios e ponteiros: um poema, linha a linha, de Herberto Helder, o beijo bem beijado na boca que mais se quer, o exercício perfeito, o sol a entrar mesmo pelos olhos fechados, a bicicleta a deslizar sozinha, tudo em cada vez que já fomos pela mão do que, de quem, nos levou, e é o próprio ar que nos respira, não sabemos nem queremos cá saber de nós. E o outro tempo, o medido, o tempo dos outros, nosso também: estamos, sabemos que estamos no tempo, fazemos, o que lhes damos, ou nos damos para lhes darmos quando chegar o tempo, tempo em que deliberadamente existimos, formigas felizes da ordem no formigueiro. Não sei. Talvez a vida seja só o que mais amamos e queremos que continue, depois de nós. Poesia. Sol. Mar. Riso. Dança. Família mais que amada. Bach e Blues. Tu.



29 de julho de 2012

Tenho de explicar tudo, eu?!

Esqueça tudo quanto a Mãe ensinou até que chegue a altura de educar a sua filha, aí logo brinca de ser a sua Mãe. Não, não é pelo estômago que se fisgam os peixes, perdão, os rapazes. É pelos lindos olhinhos que eles têm grandes como bogas - por isso, e pelas bogas que nos atiram se confundem com peixes. Mantê-los é outra conversa e que envolve mais sentidos além do da visão- noutro dia, agora é Verão.

Mal comparado é como o toque e foge: aparecer-lhes aos olhinhos é o toca, logo a seguir, foge-se. Não se preocupe, não se mace. Se ele quiser, vai atrás. Ou melhor, eles vão atrás - é o que os diabos dos peixes sabem fazer de bem feito: quando querem alguma coisa, nadam que se fartam. Perdão, os rapazes, mexem-se. Mas não esqueça o lindo plural. Eles. Que isto de rapazes é como as acções: uma só não dá poder negocial, é preciso uma fartura delas. 


A OUTRA FACE - 6


Comovedora de tão linda a homenagem que Maria Rita faz a sua mãe. Aqui, com esta Fascinação que mataria uma pessoa, se deixássemos, aproveito para não deixar e fazer um lindo sorriso a uma das suas linhas - assim nem mata nem mói, só faz feliz. Quer ver?

A OUTRA FACE é o melhor post da semana publicado na bloga, bem entendido, para a Cabeça de Cãoenfim, aquele de que mais gostei - linkado no título, não no que o autor lhe deu, mas o que roubei a Fascinação. 

Diga lá: é ou não é um poema divino? Não diga mas é nada. Cale-se que o que é sagrado pede silêncio.







Evangelho Segundo a Cabeça de Cão



[Heartburn, de Mike Nichols, ficciona a relação da sua argumentista, Norah Ephron, com o seu ex-marido: casamento e divórcio com Carl Bernstein do Washington Post - sim, esse mesmo, o do Watergate. Ou, se calhar, apenas a questiona para a resolver - mito, claro, não se resolvem factos passados, progride-se, ou não, para outros futuros.]

O pai deRachel (quando esta está inconsolável com a traição do marido): There´s nothing you can do. If you want monogomy - marry a swan.
[...] 
Rachel, no jantar: Then the dream dies. [...] Which leaves you with a choice: you can either stick with it, which is unberable, or you can go off and dream another dream. Can I have the car keys, please?



Cabeça de Cão : Palavra da Salvação.
Leitores do Cabeça de Cão: Mas o casamento vai mais, muito mais além da fidelidade ou da infidelidade. E o sonho é uma coisa, a realidade é outra.
Cabeça de CãoO casamento é lixado, exige muito: convém que seja muito bom ou não seja de todo. Precisamente por isso, por ir além de e tantas vezes ficar aquém de, por comportar tanto, mesmo de desejo de um ideal terceiro contra um concreto e quotidiano cônjuge, a fidelidade é fundamental. Além disso, onde há infidelidade há vítimas de abuso: em cada exacto momento em que se prefere a infidelidade, pretere-se o casamento - é um facto. E como dizia a própria Ephron: be the heroine of your life, not the victim. É preciso aceitar a responsabilidade, é isso que permite a escolha: permanecer ou partir, ninguém é vítima sem querer sê-lo - não falo de violência criminosa e aleatória. Life´s a bich and then you die: mais vale ser implacável na demanda do que se quer e aceita. Dimanche há mais.

28 de julho de 2012

Mulheres


Gosto de mulheres. Não, não é o que está a pensar, raios, gosto de rapazes. Mas gosto de ver mulheres bonitas. Isto para não entrar em considerações de outra natureza: as minhas amigas são mulheres, a vida toda, mulheres, pode-se dizer sem mentir, sou uma mulher de mulheres.


Não é que não tenha amigos rapazes, tenho, porém é diferente, tem de haver uma distância, aquilo é uma raça que nunca se sabe excepto no que se sabe: por exemplo, quando uma pessoa se perde ou não consegue estacionar o carro entre dois, os diabos descobrem o caminho e estacionam mesmo sem espaço, com o carro a ganir apitos e sem bater – é um mistério. Há que reconhecê-lo: os amigos homens são dependable.


Claro que não sou um bom exemplo, sou do género de bicheza que está quase sempre sozinha com o cão, e gosta, dois bichos, portanto: trabalho sozinha, o cão tem paciência, vivo com o cão e é assim. Faço fim de semana para coincidir com o mundo, ver pessoas, e não, não trabalho ao domingo.


A verdade é que sou essencialmente egoísta: o tempo que tenho prefiro gastá-lo a escrever coisinhas, poemas, contos, não interessa o quê, escrever é o lugar onde tudo faz sentido sem ter de me preocupar com o sentido que faz. Esta deriva para explicar que sou um bocadinho, serei muito?, desviante. E gosto de mulheres.


No outro dia, cheguei a casa e estava a dar O Príncipe a Corista, na rtp 2, uma maravilhosa cópia restaurada. Só pela Marilyn, de branco, a recuar em direcção à porta diante da besta alteza, o filme vale a pena. Toda tão perfeita, tão crescida e tão bebé – como foi possível uma mulher assim? Benditos quilómetros de filme.


Pus-me a pensar naquelas miúdas que gostavam de ter o nariz daquela, o rabo da outra, as maminhas sei lá de quem. E se cortam todas de livre vontade na mesa do cirurgião plástico. Nunca quis nada que não fosse meu. Pois dispensava, ai não que não, os efeitos da passagem do tempo e da gravidade. Também dispensava rabo e pernão, mas não ia trocá-los à faca por um rabinho de um palmo. E a celulite, pronto, preferia que se deslargasse para o terceiro anel de saturno – e de que é que isso serve?, a ordinária não vai. Todavia o corpo também é isto de que temos de nos ir desapegando para educar o pensamento para a nojenta da morte. O corpo e a vida, no lado b, o das perdas de quem amámos tanto que não sabemos nem podemos desamar. Não queria a morte nem morrer nunca. Só aceito porque não tenho escolha. Gosto de mulheres.

Gill, fotografada por Sam Haskins

Bonjour Mundo!

lailailai
lailailai
lailai
lailailai
lailai lailai 
l-ai
é sábado é sábado é sábado viva sábado VIVA!

27 de julho de 2012

Bonjour Mundo!

lailai
vou dançar até o dia acabar
lailailailai
não posso esconder
a imensa alegria que eu sei vou ter
lailai

Ó-Ó BEBÉS!


Flames of Paris

8 felizes minutos. Um 8 é a eternidade de pé, já pensou nisso? Eu quando pensei até me assustei - sentei-me logo. É muito tempo para um vídeo de blog? Pois, visto do lado do infinito é qualquer coisinha, isso é. Ai mesmo em minutos? Azarucho, mais perde.

26 de julho de 2012

Bonjour mundo!

lailailailai
chug chug chug went the motor
bump bump bump went the brake
thump thump thump went my heartstrings
when he smiled i could feel the car shake
lailailai
he asked my name i held my breath
i couldn´t speak because he scared me half to death
lai lai!

25 de julho de 2012

Este homem mata-me! E mais não digo... hoje. Só: VIVA!


Bonjour Mundo!

lailailailai
though you fascists lailai kisses
the same applies when your misters and misses
hey-diddle-diddle with middle class kisses
it´s a chemical reaction that´s all
lai

Porque hoje é quarta-feira

MEDITAÇÃO AMOROSA - i
LAUDES
Que um grande silêncio desça sobre os sentidos e a respiração se alongue. Que o coração conheça o perfeito batimento e a sombra das pestanas caia sobre o olhar. Que o desprendimento faça ouvir a voz do mundo, o passo do amante se pressinta na distância e todas as chegadas se anunciem à partida. Que o teu nome não cesse de aflorar aos meus lábios.

xiv - Ces petits riens

v - C´est quoi la poésie? No murmúrio mais fundo, o que não chega a desenhar-se nos lábios, a poesia é outra forma de oração.

24 de julho de 2012

Bonjour Mundo!

lailailai
What a difference a day makes 
There's a rainbow before me 
lailailai


(É a meio gás, mas já cá estou!)

Volto já!

Photo de quem, pelos deuses?! Je ne sais pas...


(Parece que estou, mas não estou: volto já!)

23 de julho de 2012

Volto já!

KM Archive/Getty Images - mais? `Tá bem, pronto. Quando for a hora da Cinderela.


(Parece que estou, mas não estou: volto já!)

Volto já!

Photo de Annie Leibovitz  - mais? Aqui.



(Parece que estou, mas não estou: volto já!)

22 de julho de 2012

Volto já!

Photo de Herbert List - mais? Aqui



(Parece que estou, mas não estou: volto já!)

21 de julho de 2012

Notebook - fab ride



Se não levarem muito a mal, preferia assim. 

Toda a gente já escolheu profundíssimas, humorosas, ou meramente formais palavras de lápide - confesso, gosto que me farto das do estou-me rebolando numa grande piedade por mim Mário de Sá Carneiro que arrancou como ninguém: quando eu morrer, batam em latas. Porém, quanto isso, estou-me lixando, façam o que acharem que devem fazer. 

Mas gostar, gostar... gostava mesmo era que esta fotografia que Daido Moriyama não me tirou apesar de ser eu, ficasse lá: nunca me vi mais do que aqui e aposto que à frente o Cão vai no cesto. Testamentos vitais, últimas palavras de sabedoria, lailailai? Não tenho porque não as há, e se as houver, quero se fodam. Música? Aquele exacto prelúdio, assim mesmo, como simplesmente está, no corpo. A vida é agora: fabulous ride.

Eugénia de Vasconcellos
.../.../... - .../.../...

FABULOUS RIDE


Bonjour Mundo!

lailailai
everything old is new again
lai lai
é sábado é sábado é sábado viva sábado VIVA!

20 de julho de 2012

Bonjour Mundo!

vem pra misturar juízo e carnaval
lailailai
vem pra se arrumar na minha confusão
lailailai
vem querendo ser feliz
feliz

19 de julho de 2012

Bonjour Mundo!

Imik si mik
afousse hou fousse
wink d'winou ira n'ftou
lailailai lailai lailai
lih t'sfa tassa inou
lih toumtz afoussinou
lih sfane iwaininou
lih toumtz afoussinou
imik si mik
afousse hou fousse
wink d'winou ira n'ftou
lailai lai lailai


18 de julho de 2012

De rastos! Há dias tão tão duros...


Bonjour Mundo!

lailailailai
but it ain't me babe
no no no it ain't me babe
it ain't me you're lookin' for babe
lailailai

17 de julho de 2012

Porque hoje é terça-feira

DESDE O OSSO ATÉ AO OSSO
É muito tarde para despedidas
Podemos inaugurar um silêncio tremendo
como o que sucedeu à feitura do mundo -
porque dizer adeus requer que saibamos ser
um sem o outro um sem a memória do outro
e essa página de esquecimento não existe
no livro da vida lá onde nos conhecemos
desde o osso e até ao osso 
desde a escuridão do pó onde se tece a matéria 
à clara voz do riso
Inauguremos então o silêncio tremendo
mas diariamente
farei como sempre
como no tempo da fala
o caminho de sempre
de lanterna acesa
para alumiar o longo corredor estreito
e abrirei ao fim os portões altos
para escoar a noite nas asas das primeiras aves
e até aos limites da aurora

Bonjour Mundo!

birds flying high you know how i feel
sun in the sky you know how i feel
breeze driftin' on by you know how i feel
it's a new dawn
it's a new day
it's a new life
it's a new dawn
it's a new day
it's a new life
for me
and i'm feeling good
fish in the sea you know how i feel
river running free you know how i feel
blossom on the tree you know how i feel
it's a new dawn
it's a new day
it's a new life
for me
and i'm feeling good
dragonfly out in the sun you know what  mean - don't you know
butterflies all havin' fun you know what i mean
sleep in peace when day is done
that's what i mean
and this old world is a new world
and a bold world
for me
 stars when you shine you know how i feel
scent of the pine you know how i feel
oh freedom is mine
and i know how i feel
it's a new dawn
it's a new day
it's a new life
for me 
lailailai
and i'm feeling good
i'm feeling good


16 de julho de 2012

Porque hoje é segunda-feira

DE MIM É O TEU CORPO
Terra sagrada de mim
é o teu corpo
e o meu nosso amor
que trouxemos
para celebrar
à sombra das aves
Derrama-se o sol
sobre as nossas
varandas mãos estendidas
de agarrar o tempo
e todo o ar do céu
fugido do peito
que o quer respirar
Dos frutos
que me dás a provar
o sabor dos dedos
O mais é nada

Bonjour Mundo!

fly me to the moon 
lailailai lailai
in other words lailailai
in other words darling kiss me
fill my heart with song
lailailai hold my hand lailailai

Take me to the movies, mata-me, ou assins...

odeio godard odeio odeio odeio godard odeio godard odeio!

15 de julho de 2012

A OUTRA FACE - 5

(A OUTRA FACE é o melhor post da semana publicado na bloga, bem entendido, para a Cabeça de Cão, enfim, aquele de que mais gostei - linkado no título.)
NOTA: C.L.: Clarice Lispector







"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.

Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.

Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.

Como eles admiravam estarem juntos!

Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
C.L.

Andei perto


Evangelho Segundo a Cabeça de Cão

[Yoda está a instruir Luke Skywalker.]

Yoda: No! No different. Only different in your mind. You must unlearn what you have learned. [...] Do. Or do not. There is no try. 
[...] 
Luke: I can´t, it´s too big. 
Yoda: Size matters not. Look at me. Judge me by my size, do you? Hmm? Hmm. And well you should not. For my ally is the Force, and a powerful ally it is. Life creates it, makes it grow. Its energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we, not this crude matter. You must feel the Force around you; here, between you, me, the tree, the rock, everywhere, yes. Even between the land and the ship.  
[...]
Luke: You want the impossible.
[...]
Luke: I can’t believe it.
Yoda: That is why you fail.



Cabeça de Cão : Palavra da Salvação.
Leitores do Cabeça de Cão: Há fazer ou não fazer, bem ou mal? E a realidade não é percepção da realidade ainda que, por vezes, coincidam - e mesmo também por essa razão é sempre preferível sobrestimar a subestimar? Mas e os impossíveis?
Cabeça de Cão: Precisamente. Quanto a impossíveis, os nossos, os dos outros, os do mundo, são auto-limitados: é questão de tempo, de ciência, de experiência e... de percepção. Dimanche há mais.

Tenho de explicar tudo, eu?!

A porta, concreta ou metafórica, é indiferente logo que feche ou abra segundo a nossa vontade que é fechar muito, abrir pouco e inesperadamente, é o nosso melhor acessório, meninas - sou uma santa, é o que sou... A porta é melhor que brincos, pulseiras, lailailai - nem falo da óbvia desnecessidade de decotes fundos ou micro saias: os homens têm todos olhinhos de Supermam, visão raio x, não porque sejam heróis, mas porque são bandidos! E este é um facto da vida, pelo que é fundamental andar mais vestida do que nua nos sítios explícitos, e mais nua do que vestida nos implícitos. Por definição, há as irregularidades... noutro dia explico-as, são como, vá, os verbos. C´est comme ça!: decote subido e as costas em vertiginoso léuzinho, ou os braços, o lindo joelhinho; uma gola redonda num vestido selecto abaixo do meio da coxa e uns saltinhos de 10 centímetros para dar ao rabinho, perdão, ao vestido, o  balanço certo e sambado, sem esforço. Inocências assins. E quem diz a roupinha diz em tudo. É fácil. Mal comparado é como a boa escrita: perfeito domínio das regras, certeza absoluta da expressão, e um twist transgressor, assim se compõe uma assinatura única, original. Ou como diria o tio Fernando, o Pessoa, claro, pela voz de Bernardo Soares: "a maior indisciplina interior junta à máxima disciplina exterior compõe a perfeita sensualidade." Olé!


14 de julho de 2012

Bonjour Mundo!

jai ho jai ho jai ho jai ho
aaja aaja jind shamiyane ke tale
aaja jariwale nile aasman ke tale
jai ho jai ho
lailailailailai
lailai

é sábado é sábado é sábado viva sábado VIVA!

13 de julho de 2012

Não tem coração. Ó.

Cabeça de Cão


5. DON´T BE SILLY. BE SAVVY.


[If you´re savvy you can play silly...]

Notebook - hoje não


HOJE NÃO
Às vezes, logo cedo, penso: hoje não. Sento-me no cantinho do sofá e ele faz-se um barco enorme, o mar, a quinhentos metros de distância, aproxima-se, manso, convida, e a serra ao longe, olha, quieta. Pressinto o líquido embalo. É assim a minha janela: tem a mania de que o mundo lhe cabe dentro. Repito: hoje não. Lá no cantinho, o café é outro, falta-lhe a espessura da espuma colada nas paredes finas da chávena, tão boa de a tirar, ninguém vê, na ponta do dedo, e já o chão balança suave suave dissimulado, tudo é outro lá no cantinho, quero embalo, quero quieto, quero longe, janela fechada.

Hoje não. Não consigo. 

O corpo não me deixa mentir um bocadinho à cabeça, nem a ditadora da cabeça ao coração. Devia ser cartesiana, porém tenho tudo ligado como uma bomba. Já a vejo, ouço no púlpito, de megafone - são todos iguais os ditadores: se a energia falta, não é ficando à espera que ela volta, pasme-se, é gastando. Sabes, sim , sei, tudo funciona debaixo da regra natural, é um pulso de ferro a regra, densa, seja a energia, a alegria, o dinheiro, ou o amor. Hoje não. Não consigo. Consegues: Beckett. 

Hoje sim. 

Lá vou, mesmo sem conseguir, nenhum querer me puxa adiante, Beckett percebe-se melhor com os músculos do que com óculos de leitura, you must go on, I can´t go on, I´ll go on: yoga, nycb workout, ao fim nem o coração me falta, bate, forte, e o sorriso corre-me pelo cansaço com a transpiração. O sofá é um sofá, foda-se o sofá da manhã - às vezes, logo cedo, nem sei o que me dá, que estupidez. Mas viva o sofá da noite, o do conforto moldado à preguiça para filmes que já ninguém revê.

Fico sempre estupefacta. Com a maior parte das pessoas, na verdade. Todas são essencialmente qualquer coisa intangível: pensamento, sensibilidade, sei lá. Cá por mim, sou essencialmente um animal, se me privarem do corpo, aposto que morro. Toda. Por inteiro.

Bonjour Mundo!

tengo millares de estrellas y tengo la luna y el sol
lailailai
tengo las nubes del cielo y tengo las olas del mar
lailailailailai
cuando amanece nevando no siento la falta del sol
y los copos de la nieve y los copos de la nieve
me parecen de color
lailailalilailailailai
cuando la tarde termina y todo se empieza a nublar
mi camino se ilumina mi camino se ilumina
lailailai


12 de julho de 2012

i - Histórias de Portugal


O CONDE DOM HENRIQUE - Uma casa onde morar

Os tectos altos, as paredes grossas, as pedras do chão frias. Nem as tapeçarias aqueciam a sala, nem a roupa lhe aquecia o corpo. Era este desconforto húmido que nenhum fogo quebrava que Henrique sentia enquanto do azinho bem seco estalavam chamas sem quentura. Mas sorria. As pernas separadas, os pés bem assentes, os braços dobrados, uma mão, a esquerda, na cintura, a outra no plexo solar, os olhos cegos ao lume que fixavam e abertos ao invisível. Sorria. Os finos lábios, cerrados, atravessados pela certeza, que é sempre doce, quem amarga é a dúvida, os finos lábios sorriam atrás da barba, atrás do bigode, e até os cantos dos olhos em finas rugas sorriam. Grandes mudanças varriam o mundo, mudavam o rosto do mundo, e o tempo, um novo tempo, o seu tempo chegara como a água à sede. 1096. Tinha trinta anos e sabia que navegava esta mudança: também ele seria nome de homem na boca do futuro. O futuro dormia na sua descendência. Sabia-o como sempre se sabem as verdades, como os animais conhecem os mapas da migração, como o medo sua a quem o tem e cheira a quem o vê. Sabia.

Há destinos que Deus escreve em conjunto e no livro divino, decerto, as linhas se sobrepõem. Assim acontece entre dois inimigos, entre dois amantes, entre dois amigos. A natureza de um só completamente se manifesta através do outro e até que se revele aquilo que aos olhos dos anjos é uma evidência, o amplo espectro da luz e da sombra em ambos, nem o crescimento súbito de uma montanha impede este rio de correr: o inimigo para o inimigo, o amante para o amante, o amigo para amigo. Henrique e Raimundo.

Henrique de Borgonha. Raimundo de Borgonha. Primos. Selados os dois um para o outro e a vida para os dois.

O Ducado de Borgonha era um país dentro de um reino, um útero de reis nascidos e por nascer, uma sala de poder, um feudo - e não será demais dizer que um animal de grande porte agudiza a fome, o vazio do estômago de outra besta. De facto, nem a anexação à França lhe alterou a natureza mantida independente até perto do fim do século xv. Era esta a casa de Henrique. Capetiana a sua dinastia, a terceira, a que sucedera à casa de Ivrea quando Oto morrera sem descendência. Oto, duque da Borgonha e também conde da Borgonha.

O Condado de Borgonha, casa de Raimundo, era um dos condados deste Ducado, vassalo onde o outro era senhor. Uma cozinha de ambição - a raiz burgúndia ajoelhava longe: batia-lhe o coração em uníssono com o do centro europeu, Austro-Húngaro.

Henrique e Raimundo, dois filhos da casa dos Capetos, sangue entrelaçado nas casas entrelaçadas, ducado e condado, filhos segundos ambos, sem lugar à mesa, uma migalha por títulos, outra por fortuna. Nem por isso os olhos deixam de querer aquilo que vêem, nada se prende com a facilidade com que se prendem os olhos. Assim, capetianos os dois, dos últimos filhos os dois, primos um do outro e com fome de reis, os escreveu nessa única linha a mão que tudo conhece.

Não será pois de estranhar que também os dois tenham tido a espada a serviço de Afonso vi de Leão e Castela, que tenham morto com gana o mouro que se interpunha entre quem eram e quem desejavam ser. Por recompensa a um, a Raimundo, deu Afonso vi a filha legítima, Urraca, e a outro, a ilegítima, Teresa. E mais veio a dar, depois, em 1096, o Condado Portucalense - feito dos territórios de Portucale e de Coimbra.

Porque a fome do primeiro não se saciava jamais, era preciso privá-la para a disciplinar: tirou da Galiza de Raimundo para dar a Henrique.

Mas se um era insaciável, o que era o outro? Pode-se conter o desejo de reinar, não se pode conter um reino.

Bonjour Mundo!

lailailai
yes it's a good day for shinin' your shoes
and it's a good day for losin' the blues
ev'rything to gain and nothin' to lose
'cause it's a good day from mornin' till lailailai
i said to the sun "good mornin' sun
lailailai

11 de julho de 2012

Tenho de explicar tudo, eu?!

Quando uma mulher olha séria para um homem, sequer o esboço de um sorriso, c´est comme ça! que deve olhá-lo, meninas: de forma a que ele não saiba. O quê? Se vai ser beijado ou se está por um fio. Sim, sim, já sei. Estão a pensar: mas nós não somos a Monica Bellucci - sou uma santa, é o que sou... News flash: nem a Monica Bellucci é a Monica Bellucci. This is not about the looks. It´s about the look.

Photo indecentemente roubada a MM, no meu blog preferido - a começar logo no título: este, claro.

Um presente da Cabeça de Cão

Este é o meu presente de merci a quem veio ao longo deste mês ao Cabeça de Cão: uma das minhas photos preferidas, de uma extraordinária série, por um dos meus mais queridos fotógrafos. Goste.

Bonjour Mundo!

 Foi assim que começou o Cabeça de Cão.  Faz hoje um mês. Merci d´être venu.

lailailailailai
can´t you see it´s possible
and oh oh so probable
lailailailai
with a little luck 
lailailai before
the day can turn to night
with a little luck lailailailailai




10 de julho de 2012

xiii - Ces petits riens

i - C´est quoi la passion? Na verdade e ao perto, não há diferenças entre o amor conforme o entenderam Camões e Santa Teresa de Ávila. Camões, da paixão sensual, lança-se a altos voos belos do pensamento alcançando Petrarca, Santo Agostinho; e Teresa, da experiência da presença amorosa de Deus, traz o êxtase na carne. Camões e Teresa de Ávila, duas bestas fogosas de fulmíneo amor.

Bonjour Mundo!

beautiful tango take me by the hand
beautiful tango until you make me dance
how sweet it can be if you make me dance
lailailai
beautiful tango lailailailai